Segundo a edição de 2019 do European Innovation Scoreboard (EIS 2019), uma publicação anual da Comissão Europeia que pretende medir e acompanhar o desempenho dos Estados-membros da União Europeia em termos de inovação, Portugal é agora o 13.º país mais inovador na UE28, sendo líder do grupo dos países “moderadamente inovadores”. De acordo com o relatório do EIS2019, os pontos fortes do sistema de inovação em Portugal situam-se ao nível do ambiente para a inovação, da atratividade do sistema de investigação e na inovação empresarial.

Portugal apresenta valores acima da média da UE28 em indicadores como o nascimento de novas empresas, nas atividades de empreendedorismo (incluindo a educação para o empreendedorismo), estando em linha com a média europeia na procura pública de produtos tecnologicamente avançados. Estes bons resultados de Portugal refletem o aumento da capacidade de inovação das empresas, das entidades de I&D e da generalidade dos atores do Sistema Nacional de Inovação. 

Vejamos também os dados do primeiro concurso do novo Sistema de Incentivos à Inovação do Portugal 2020 – 1.155 candidaturas, 602 projetos aprovados, da metalurgia ao turismo. Vai ser investido um total de 1.200 milhões de euros e criados 9.400 empregos.

Olhando para estes números, é visível o espírito inovador dos portugueses, a capacidade de empenho e dedicação dos nossos investigadores. Portugal está na linha da frente da inovação, da tecnologia e da saúde. E este espírito inovador e criativo está em cada um de nós.

Foco na atualidade

“A necessidade aguça o engenho”, costumamos ouvir. E foi mesmo uma necessidade atual – a falta de ventiladores nos hospitais nacionais e internacionais – que despertou a atenção de um jovem português, levando-o a fazer algo para melhor o ecossistema da saúde. João Nascimento estuda Neurociência e Filosofia em Harvard, e foi com um simples tweet lançou o Projeto Open Air, que visa encontrar alternativas e soluções para a falta destes aparelhos e para a necessidade urgente de encontrar respostas.

A ideia surgiu ao acompanhar as notícias mais recentes sobre o Covid-19, e começou a questionar-se “se não haveria uma produção alternativa, uma solução que pudesse ser escalável para fazer uma impressão 3D, por exemplo”, explica ao Observador. Ao falar sobre o tema no Twitter, surgiu a ideia de criar o Project Open Air para “encontrar formas de ter material médico de forma mais acessível e rápida”.

O objetivo de João Nascimento era que o maior número de pessoas possível se juntasse para que se desenhasse e produzisse um novo modelo de ventilador médico com método de código aberto — ou seja, sem nenhum detentor de direitos de propriedade sobre ele, avança o Observador. Nem tinham passado 24 horas depois de lançado o apelo e já 500 dos maiores especialistas nas áreas de engenharia, medicina e não só estavam a trabalhar nele. Atualmente, são já mais de 2.500 pessoas a trabalhar em conjunto, através da aplicação Slack, incluindo académicos e investigadores de universidades como MIT, CalTech e Stanford.

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