Para as mentes que estão sempre a fervilhar, para aqueles que querem passar as suas ideias à prática, para todos os espíritos empreendedores – este artigo é para vocês!

Quem queira criar e desenvolver a sua startup deve ter em consideração alguns fatores. Em primeiro lugar, pensar se “existe no mercado a necessidade e o espaço para o meu produto/serviço?”; posto isso, há que organizar um plano de gestão, fazer um orçamento, criar um plano de negócios para o projeto e estar a par da legislação aplicável ao seu negócio. Estas são as recomendações da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários.

Em Portugal existem diversas formas de apoio ao empreendedorismo, nomeadamente centros de incubação e programas de aceleração de startups, que proporcionam formação e acompanhamento, promovendo ainda o networking, e que são uma forma de os empreendedores poderem testar as suas ideias de negócio.

No que diz respeito à existência de fundos para a criação de uma startup, podem destacar-se os exemplos do Startup Voucher, do Vale de Incubação, o Programa Momentum ou os apoios do IAPMEI, da ANJE, do IEFP. A uma outra escala – ibérica – temos a Thynk, a nova aceleradora direcionada para a área de digital heatlh da Glintt Inov, que será lançada muito em breve.

 

A importância da marca

Um dos passos para criar uma startup de sucesso passa, desde logo, pela criação da marca. Essa marca deve ser facilmente reconhecida e recordada, deve ter uma identidade forte, que crie associações positivas e que gere igualmente emoções positivas.

Os clientes, parceiros, investidores vão ligar-se ao seu negócio através da marca, permitindo o seu crescimento e afirmação no mercado.

 

  • A missão

– Comece por pensar nos motivos que o levaram a criar o seu projeto

– Defina também quais nos valores que quer associar à sua startup

A junção destes dois pontos vai definir a missão da sua marca

 

  • A diferenciação

– Elenque os elementos distintivos do seu projeto

– Aquilo que o torna único e o destaca dos demais concorrentes deve ser comunicado de forma bem clara

 

  • O nome

– Deve ser curto, de fácil leitura e fácil de pronunciar

– Deve remeter sempre para o produto/serviço em questão, para uma mais fácil associação, estar ligado à missão e propósito da start-up

– Se o objetivo for a internacionalização, faz sentido pensar num nome que seja percetível a uma escala global

– Muito importante: verificar se o nome escolhido já está a ser utilizado por outra entidade, ainda que num setor diferente

 

  • A identidade visual

– O design deve refletir a cultura da marca

– Um logo e um site são as bases a desenvolver. Para dar a conhecer o projeto aposte também na criação de páginas nas redes sociais, pode desenvolver anúncios, brochuras, cartões de visita…

– Crie um manual de normas, por forma a ser mais fácil desenvolver os elementos gráficos e aplicar a imagem aos diversos formatos

 

É essencial que exista uma linha orientadora coerente e consistente. Seja num contacto direto com potenciais parceiros ou clientes, seja no que é apresentado no site, a identidade da marca deve estar presente e ser claramente identificável. Vai transmitir confiança, proximidade, credibilidade.