Hoje vamos dedicar o nosso blog ao tema de Financiamento.

Como sabem, a Glintt Inov tem como objetivo dinamizar projetos na área da saúde digital, sendo, por isso, um dos nossos pilares a área de financiamento.


Porque se fala tanto de financiamento público? Porque é tão relevante para os projetos de I&D? Qual a visão dos hospitais, das empresas, da academia e das startups?

No dia 25 de maio resolvemos desafiar alguns parceiros, amigos e colegas, desde a academia, às instituições públicas e empresas para se juntarem a nós e partilhar experiências sobre o acesso a financiamento público de projetos de I&D.

Tendo como moderador o António Valente da FIniciativas, foi possível ouvir diferentes visões de sobre este tema.

Vale muito a pena ver e ouvir os diferentes vídeos de cada sessão!

OS NOSSOS TÓPICOS

I&D nos hospitais

O caminho académico

Startups e PMEs

WoW. Um caso prático

I&D nos hospitais | Financiamento público, translação para o mercado e inovação em saúde

A nossa conversa começou com uma visão ibérica sobre o tema da investigação e desenvolvimento (I&D) nos hospitais.

Os desafios, as diferenças, as semelhanças, as oportunidades e os projetos em curso em países tão próximos mas com métodos e estruturas tão díspares. Uma conversa imperdível com a participação de:

  • Leonor Norton | Gestora de projetos na Fundación Sant Joan de Dé
  • Alexandre Lourenço | Administrador Hospitalar no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

Durante esta sessão foram colocadas estas e outras questões que podem ver e ouvir no vídeo.

Leonor, como responsável pelos projectos na fundación sant joan de déu gostaria de te convidar a falar um pouco sobre o percurso que a fundação tem feito no que diz respeito aos processo de financiamento e como garantes a participação dos profissionais médicos nos projetos tendo em conta o dia a dia dos mesmos?

Alexandre, gostaria de te convidar a falar um pouco sobre a importância dos projectos de financiamento no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra bem como é que identificam as áreas prioritárias a nível de I&D e como se estabelece a relação entre a investigação e a prática clínica.

Clique no vídeo e entre no mundo ibérico do acesso ao financiamento de projetos de I&D.

O caminho académico | Desafios na passagem da investigação para a comercialização

Portugal tem um ecossistema de Investigação & Desenvolvimento (I&D) vibrante e inovador, caracterizado pela presença de instituições e de cientistas de renome mundial. Painéis de peritos internacionais classificaram 13 das 24 unidades de I&D portuguesas da área das ciências da vida ou da saúde com ExcecionalExcelente ou Muito Bom – áreas como as neurociências, o cancro, a imunologia, a medicina regenerativa e a nanomedicina.

Da investigação para a comercialização é um caminho muito árduo e com várias variáveis.

Para nos ajudarem a elucidar sobre este tema tivemos o prazer de ter connosco alguns destes players que nos responderam a algumas questões fundamentais:

  • Mahmoud Tavakoli | Professor na Universidade de Coimbra
  • Luís Miguel Pinho | Presidente de pesquisa e inovação no Instituto Politécnico do Porto

Mahmoud Tavakoli, no teu entendimento quais os principais desafios na passagem da investigação académica para a comercialização?

Luís, consegues dar-nos alguns exemplo de projetos de I&D que tenham conseguido chegar ao mercado que tenham começado no IPP?

Agora a mesma questão para ambos, como docentes e elementos importantes no mundo académico como vêm a relação com as empresas neste tipo de projetos?

Descobre as respostas a estas e outras questões neste vídeo.

O mundo das startups e PMEs financiadas

De acordo com os dados disponibilizados pela ANI, de um total de 1121 empresas – das quais 706 são PME – as grandes empresas e PME captaram até à data 27% do financiamento europeu durante o período de 2014-2020 (valor alinhado com a média europeia).

De destacar ainda o papel das PME, cuja participação reteve 62% do orçamento total obtido pelo setor privado.

As empresas são um dos principais pilares do ecossistema de inovação em especial as PMEs e startups.

Um assunto que tem sido bastante destacado e debatido aos dias de hoje. Como tal, tivemos o prazer de convidar duas grandes empresas que nos trouxeram uma visão real sobre os desafios e as oportunidades que enfrentaram até conseguirem chegar ao mercado:

  • Ana Freitas | CEO da startup HeartGenetics
  • Ricardo Correia | Healthy Systems

Ricardo, gostarias de partilhar connosco um exemplo de um projecto que mais interesse tiveste em realizar no percurso da Healthy Systems e as diferenças até hoje?

Ana, recordas o primeiro projecto financiado pela HeartGenetics? E podes partilhar connosco as maiores dificuldades que sentiste no início?

Questões que sem dúvida explicam as dificuldades e os desafios enfrentados pelas startups no acesso ao financiamento. Não percam toda a sessão neste vídeo.

Painel de discussão | O Financiamento da Saúde em Portugal. Um caso prático

Por fim a nossa último sessão foi dedicada a um caso prático, ao projeto WoW.

Nos últimos 5 anos, o laboratório de Tavakoli no Instituto de Systemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra tem colaborado intensamente com o laboratório de Majidi na Carnegie Mellon University (CMU) em métodos para a fabricação escalável de e-skins elásticos e “tatuagens eletrónicas”.

WoW. Um projeto sobre adesivos eletrónicos na epiderme humana

No fundo permite recolher dados fisiológicos e comportamentais como um meio de transformar a saúde digital através da monitorização sem fios do paciente.

Para abordar este tópico tivemos connosco 3 entidades que participaram neste projeto e que nos deram a sua perspetiva relativamente ao que o projeto representa para cada um.

  • Alexandre Lourenço |Administrador Hospitalar no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Mahmoud Tavakoli | Professor na Universidade de Coimbra
  • Andreia Jesus | Gestora de financiamento da Glintt

Como começou este projeto, quais os desafios na colaboração entre todos e que oportunidades surgiram para cada entidade? Fica a conhecer todo o  percurso deste projeto neste vídeo.

Inov. Somos todos!