Olá o meu nome é Sandra Sarmento, tenho 39 anos e sou licenciada em Animação Sociocultural. O meu percurso profissional tem sido sempre com pessoas dependentes que necessitam de ajuda. Trabalho em apoio domiciliário há 12 anos e em Dezembro de 2020, depois de ter ficado sem trabalho, por causa do Covid, decidi criar o meu próprio emprego.


A Reviravolta. Criar Sorrisos&Afectos

Após um período de muita reflexão, investigação, pedido de opiniões, decidi pôr o meu sonho de há muito em prática. Fazer um projeto de apoio domiciliário para os que mais precisam e assim nasce a Sorrisos&Afectos, um projeto de apoio domiciliário, com todo o tipo de serviços, para apoiar quem mais precisa.

Dar voz a quem não a consegue ter.

Apoiar em várias vertentes, indo a casa das pessoas prestar-lhes os cuidados que elas precisam, dando formação a quem cuida, para poderem cada vez mais prestarem melhor os cuidados e dando uma voz ativa a quem não a consegue ter, através de conferências, debates, entrevistas sobre temas que são urgentes falar e ninguém fala.

O apoio domiciliário tem vindo a aumentar de dia para dia e porquê?

Porque as pessoas preferem ficar no conforto da sua casa e terem os cuidados que necessitam. Mas perguntam vocês: O que é isso de apoio domiciliário? Apoio domiciliário, não é mais do que ir a casa da pessoa prestar-lhe a ajuda que ela precisa, seja na sua higiene, seja na limpeza da casa, seja nas refeições, seja nas compras, idas a consultas, companhia, acompanhamento noturno, vigia de medicação, diabetes, tensão etc.

Porque é que surge a necessidade de haver profissionais a prestar este serviço?

Porque como em tudo, termos pessoas que estudaram e sabem realmente o que estão a fazer é fundamental para o bem-estar, conforto e saúde das pessoas. Existem técnicas, para lavar, alimentar, tirar as dores, conversar, quebrar a solidão, levar Sorrisos&Afectos às pessoas. Essas técnicas têm que ser feitas por profissionais que as conhecem e as sabem aplicar.

O apoio domiciliário é cuidar do outro.

Esse cuidar faz-se fazendo companhia para não se sentir tão sozinho, ajudar nas compras quando já não sabemos o que comprar, ou não podemos carregá-las, levando um sorriso a casa das pessoas diariamente, ouvir as histórias que os mais velhos têm para contar, alimentando quem já não consegue alimentar-se, fazendo a higiene a quem já não a consegue fazer, amando o próximo.

By Sandra Sarmento | Diretora da Sorrisos&Afectos